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Reddy Allor busca ser a representação que não teve no universo sertanejo

Em entrevista para BEZZIES, a cantora conta como é sua relação com os fãs e seus novos projetos

A percepção do Brasil sobre a cena de drag queens nacionais vem crescendo de forma acelerada, seja na música, teatro, cinema ou TV. No entanto, não é comum notar drag queens no universo sertanejo, por ser um meio tomado por pessoas cis e heterossexuais.

Contradizendo esse esterótipo do gênero musical, Reddy Allor vem conquistando o seu espaço com talento e muito glamour. Aos 22 anos, Guilherme Bernardes, criador desta persona, se destaca com carisma e sua voz marcante. Em uma conversa com BEZZIES, a artista contou que, apesar da idade, a arte está com ele desde a infância.

A arte está presente na minha vida desde muito cedo, aos doze anos eu comecei a trabalhar cantando numa dupla sertaneja com o meu irmão e aos dezoito, comecei a encontrar novas referências, conhecer mais sobre mim e encontrei a Arte Drag. Conheci Pablo, Glória juntei com as minhas referências do sertanejo para trazer essa persona.”

A ESCOLHA DO SERTANEJO

Reprodução/Guilherme Martinez

Com 10 anos de carreira, o sertanejo já estava presente em sua vida desde muito cedo trazendo memórias afetivas e posicionamento. “O sertanejo faz parte da minha vida. Minha família é muito ligada ao estilo e sempre me incentivou a aprender e estudar sobre. Cresci rodeado de referências e comecei a trabalhar aos 12 anos cantando sertanejo, aumentando ainda mais minha paixão e interesse. A arte drag veio anos depois, mas não pude deixar a minha verdade de lado, então decidi unir as minhas melhores partes”, explica.

Com mais de 50 mil seguidores em suas redes sociais, Reddy tem uma relação próxima com os fãs. Como amigos virtuais, ela revelou falar abertamente sobre tudo e serem eles o incentivo para produzir conteúdo: “Tenho uma relação muito saudável com meus fãs, sou realista e sempre divido os meus sentimentos. Eles me ajudam muito a ter força e vontade de produzir, por mais desafiador que seja.”

Porém, toda essa representatividade que exala não é simples no sertanejo. Ao relembrar de sua infância e adolescência, Reddy afirma que nunca encontrou ninguém que conseguisse lhe representar, mas que pretende agora ser a pessoa com quem o público consiga  se identificar.

“Sempre quis que alguém do sertanejo me representasse, mas nunca encontrei de fato essa representatividade. Então, acredito que a minha voz e o meu corpo no sertanejo são muito importantes para pessoas que assim como eu, buscam essa voz que as representem por completo.”

‘ASCENSÃO’: PRIMEIRO EP SERTANEJO LGBTQIA+

Reprodução/Guilherme Martinez

No início deste ano, Reddy lançou um trabalho original e cheio de representatividade intitulado ‘Ascensão‘, o primeiro EP sertanejo produzido por uma artista LGBTQIA+.

“Extremamente desafiador! Foram 4 produções musicais e 4 visuais sem nenhuma fonte de renda. Desencadeei meu lado compositor, expandi minha visão sobre o meu trabalho e aprendi muito com a superação.”

No entanto, desenvolver um trabalho complexo com este demanda investimento e tempo. Algo que foi um desafio para ela, mas a fez crescer artisticamente. “É sempre um novo desafio, estou aprendendo aos poucos e a cada dia me sinto mais conectado com minha arte. Existem muitos momentos de fraqueza, mas que também me ajudam a entender a importância do meu trabalho e me fazem buscar sempre o melhor.”

Questionada sobre seus próximos trabalhos, ela garante que vem bastante novidade.“Tenho vários planos em andamento, feats e um planejamento até o próximo ano com muita coisa boa e projetos lindos que virão para uma ascensão que busco diariamente com o meu trabalho.”

Se você ainda não conhecia Reddy Allor, corre para as redes sociais da artista para acompanhar seu futuro promissor no sertanejo!

INSTAGRAM@ReddyAllor

TWITTER@ReddyAllor

TIKTOK: @reddyallor

CANAL DO YOUTUBEReddy Allor

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